Setor calçadista - 13/11/2020

Exportações de calçados aumentaram 4,8% em outubro

Também em volume houve alta: de 28,6% em relação a setembro


Seguindo a tendência de recuperação gradual, as exportações de calçados registraram um leve incremento em outubro. Dados elaborados pela Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) apontam que no décimo mês do ano foram embarcados 10,43 milhões de pares, que geraram US$ 55,4 milhões, altas de 28,6% em volume e de 4,8% em dólares na relação com setembro. Porém, no comparativo com o mês correspondente do ano passado, a queda foi de 6,1% em pares e de 36,8% em receita. No acumulado dos dez meses do ano, as exportações de calçados somaram 74,9 milhões de pares e US$ 545,35 milhões, quedas de 22,3% em volume e de 33,6% em receita em relação ao mesmo período de 2019.

O presidente-executivo da Abicalçados, Haroldo Ferreira, destaca que existe uma recuperação em marcha no mercado internacional, mas que não será suficiente para reverter a queda registrada ao longo do ano, especialmente a do primeiro semestre. “O ano deve fechar com uma queda próxima de 27% nos embarques”, projeta, ressaltando que a tendência é de uma recuperação mais substancial a partir de 2021.

Entre janeiro e outubro, o principal destino do calçado brasileiro no exterior foi os Estados Unidos, que importaram 7,75 milhões de pares por US$ 118 milhões, quedas tanto em volume (-24%) quanto em receita (-30,7%) no comparativo com período correspondente do ano passado. O segundo maior importador do produto verde-amarelo em 2020 foi a Argentina, para onde foram enviados 6,28 milhões de pares, que geraram US$ 60,17 milhões, quedas de 25,2% em volume e de 33,2% em receita na relação com o mesmo ínterim de 2019. O terceiro destino de 2020 foi a França, para onde foram embarcados 5,62 milhões de pares por US$ 45,9 milhões, quedas de 10,3% e 1,9%, respectivamente, ante o ano passado.

Estados


O principal exportador de calçados do Brasil nos dez meses do ano foi o Rio Grande do Sul, de onde partiram 17,96 milhões de pares por US$ 244,25 milhões, quedas de 30,3% em pares e de 35,2% em receita no comparativo com o mesmo período de 2019. O segundo exportador do ano foi o Ceará, de onde foram embarcados 25,3 milhões de pares por US$ 136 milhões, quedas tanto em volume (-22,7%) quanto em receita (-30,9%) ante o mesmo período de 2019. O terceiro exportador de 2020 foi São Paulo, de onde partiram 5,3 milhões de pares, que geraram US$ 55,4 milhões, quedas de 19,2% e de 37,5%, respectivamente, no comparativo com o ano passado.

Importações cresceram 2,6%


Assim como as exportações, as importações de calçados também registram incremento ante setembro. Em outubro, foram importados 1,28 milhão de pares, 2,6% mais do que no mês anterior. Em receita, as importações de outubro alcançaram US$ 23,58 milhões, 4,6% menos do que em setembro. “Tanto a China quanto o Vietnã já estão produzindo a níveis superiores aos da pré-pandemia. Precisamos ficar atentos para não haver uma invasão de produtos asiáticos com preços abaixo dos praticados no mercado, especialmente mais nesse período ainda muito sensível”, explica Ferreira.

No acumulado de janeiro a outubro, as importações somaram 18,53 milhões de pares e US$ 261,37 milhões, quedas de 24,9% e de 19,5%, respectivamente, ante o mesmo período do ano passado. As principais origens do período foram os países asiáticos Vietnã (8,47 milhões e US$ 152 milhões, quedas de 19,6% e 6%, respectivamente), Indonésia (2,54 milhões e US$ 41,6 milhões, quedas de 40,3% e 6%) e China (5,63 milhões e US$ 31 milhões, quedas de 22,2% e 26%).

Em partes de calçados – cabedais, palmilhas, solas, saltos etc – as importações somaram US$ 5,77 milhões, 38,7% menos do que no mesmo período do ano passado. As principais origens foram China, Paraguai e Vietnã.