Colunista: Antonio Carlos Spalletta - 12/05/2020

Pisando em terra firme


Após um período de muitas incertezas finalmente estamos pisando em terra firme. Deixamos a insegurança das terras movediças e ingressamos lentamente numa era de recuperação econômica sustentável. A velocidade deste avanço dependerá de quão rápido conseguiremos implementar as reformas tributária e administrativa.

Porém, a recuperação já não depende apenas de nós, mas também de fatores externos alheios ao nosso controle como conjuntura EUA-China e estabilidade argentina. É fato que temos dificuldades de concorrer em mercados mais sofisticados, seja pelo nosso estágio tecnológico em manufaturados como nossa alta carga de impostos, que derruba nossa produtividade da cerca para fora. Da cerca para dentro conseguimos resultados expressivos e dignos de louvor no caso do agronegócio.

O mercado de borracha segue sua trajetória de recuperação, onde os fabricantes de pneumáticos estão estruturados para um mundo globalizado e a chamada indústria leve segue atrelada ao desempenho da indústria automobilística e ao mercado de reposição, enfrentando sempre as ameaças de importações asiáticas que flutuam ao sabor das variações do dólar.

Tecnologicamente teremos motivos para comemorar com a realização de vários eventos que reunirão a nata do setor de borracha e elastômeros: a ELASTE, a EXPOBOR e o Congresso de Borracha. E no segundo semestre uma edição especial do TOPRUBBER, que coroará a comemoração dos 25 anos da BORRACHA ATUAL.
Mesmo em terra firme poderemos ter algum lamaçal para superar, mas com certeza será mais fácil do que qualquer areia movediça. Boa leitura!

Antonio Carlos Spalletta 
Editor